Claude Makélélé nasceu em Kinshasa, no Zaire, atual República Democrática do Congo. Com apenas quatro anos de idade, mudou-se com a sua família para França em busca de uma vida melhor. Foi nas ruas de Savigny-le-Temple, nos arredores de Paris, que o jovem Claude começou a dar os primeiros pontapés na bola. Passou pelos escalões de formação do U.S. Melun, um pequeno clube perto da sua cidade, até se mudar para o FC Brest-Armorique, na Bretanha. Longe da família, passou por momentos difíceis na sua adaptação a um novo ambiente. No entanto, as suas qualidades futebolísticas despertaram a atenção do FC Nantes, um clube histórico e com pergaminhos na formação de futebolistas em França.
Com dezoito anos de idade, Makélélé rumou a Nantes. No ano seguinte conquistou um lugar na equipa principal e passou a exibir-se regularmente no escalão maior do futebol francês. Durante a sua estadia de cinco temporadas no clube, sagrou-se campeão em 1995 e no ano seguinte chegou longe na Liga dos Campeões, atingindo as meias-finais da principal competição europeia de clubes. O seu sucesso levou-o até Marselha, onde esteve apenas um ano ao serviço do Olympique local. Uma breve passagem antes de rumar a Espanha, onde fez história.
A nova aventura no novo país teve início na Galiza, onde vestiu as cores do Celta de Vigo. Foi lá que o francês se começou a evidenciar como um médio defensivo de eleição. O protagonismo conseguido nos Balaídos motivou a cobiça do Real Madrid. Makélélé chegou ao Santiago Bernabéu em 2000 e foi o alicerce em redor do qual emergiu uma equipa de Galáticos que encantou o mundo do futebol. Em três anos conquistou duas ligas espanholas, duas Supertaças de Espanha, uma Liga dos Campeões, uma Taça Intercontinental e uma Supertaça Europeia. Nunca teve o mediatismo de Figo, Zidane, Roberto Carlos ou Ronaldo, o Fenómeno, mas foi um jogador fundamental na garantia dos equilíbrios para que estas e outras estrelas que compunham o luxuoso plantel blanco pudessem brilhar. Claude Makélélé foi um jogador-chave para o sucesso dos merengues no início do século. Titularíssimo à frente da defesa, transmitia uma segurança enorme que potenciava o perfume exibido por todos os craques vistosos que orbitavam em seu redor.
A saída de Makélélé em 2003, subvalorizado pela cúpula dirigente do Real Madrid, originou o paulatino ocaso da primeira versão dos Galáticos de Florentino Pérez. Por outro lado, a sua incorporação no Chelsea FC veio a revelar-se um incremento de relevo para o élan de um jovem técnico português recém-chegado a Londres, autointitulado Special One. E assim foi, contribuindo para o primeiro título de campeão inglês do Chelsea em cinquenta anos, no primeiro ano de José Mourinho ao comando dos blues.
Em Inglaterra, Claude Makélélé continuou a cumprir a sua missão exemplarmente. Era um jogador de equipa, com uma ação no terreno de jogo discreta mas incansável. Qual âncora num navio, era o garante da estabilidade da equipa. Permaneceu por terras de Sua Majestade até 2008, período durante o qual conquistou, pelo Chelsea, tudo o que havia para conquistar internamente. Foi também por essa altura que vivenciou os seus tempos mais áureos ao serviço da seleção francesa, tendo sido finalista do Mundial de 2006 realizado na Alemanha.
Regressou a França pela porta grande para terminar a carreira. Muitos anos depois fazia nova viagem rumo a território gaulês. Mas desta vez estabeleceu-se bem no coração de Paris, atuando no clube mais representativo da Cidade das Luzes, o Paris Saint-Germain, pelo qual ainda veio a vencer uma Taça de França.
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