2019-11-01

Van Basten: a gazela holandesa!


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Van Basten
Os primeiros passos

Natural de Utrecht nos Países Baixos, Marcel «Marco» van Basten, nasceu para o futebol no Ajax de Amesterdão, onde cedo se destacou no clube do seu ídolo Cruijff em 1982.

Depois dos títulos conquistados em 1982, 1983 e 1985, foi fundamental na conquista da Taça dos Vencedores das Taças em 1987, que lhe valeu a passagem para o calcio, onde brilharia intensamente com a camisola do AC Milan, ao lado de Rijkaard e Gullit, na mítica equipa rossonera que «il Cavalieri» - Silvio Berlusconi - colocou ao serviço de Arrigo Sacchi.

O sonho de il Cavalieri

Com o trio holandês em destaque, o Milan voou alto, como o sonho do seu Presidente, que apresentava os jogadores aterrando no meio do relvado com o seu helicóptero.

Marco passou a época quase sempre de fora, com uma desgastante lesão no tornozelo, correndo o risco de não participar inclusivamente na fase do Campeonato da Europa que se disputava na Alemanha.

Nas duas épocas que se seguiram estaria com a equipa na conquista de duas Taças dos Campeões Europeus, sagrando-se Bola D´Ouro do ano de 1988 e também no ano seguinte.

O calvário das lesões

Depois do fracasso da Holanda no mundial de Itália, ajudou a Laranja Mecânica a chegar à meia-final, onde foi afastada pelos dinamarqueses, que viram o seu guarda-redes parar o penálti de Marco no desempate por grandes penalidades.


No final do ano ganhou a sua terceira Bola D´Ouro, igualando o feito de Cruijff e Platini, e já em novembro fizera história ao marcar quatro golos num jogo da Liga dos Campeões, recorde igualado por alguns, mas que só seria batido muitos anos mais tarde por Leonel Messi.

Durante a época de 1992-93 atravessou a «Via Sacra» das lesões, sendo obrigado a recorrer mais do que uma vez à cirurgia para ultrapassar o problema no tornozelo.

Acabou ainda por jogar alguns jogos no fim da época, alinhando inclusive na final da Liga dos Campeões, perdida para o Marseille, naquele que seria curiosamente o último jogo que fez com a camisola rossonera.

Desgastado pela continua lesão, acabou por não participar no mundial de 1994, dando por terminada a carreira no ano seguinte. Para a história ficou aquele verão de 1988, quando com a camisola laranja da sua seleção, marcou golos decisivos e entrou para a lenda do desporto-rei...

A glória holandesa

Com Rinus Michels a apostar em John Bosman, começou o torneio no banco, na derrota com a União soviética por 0x1. Entrando no segundo tempo, já depois do golo de Rats, para o lugar de Vanenburg, mas sem possibilidades de dar a volta ao jogo.

Na segunda partida, contra Inglaterra, van Basten deu razão a todos que o consideravam a figura maior da seleção holandesa. Um hattrick, que lançou definitivamente o avançado holandês para o papel de grande figura da prova.

Seria nas meias-finais que após um golo decisivo a dois minutos do fim, eliminando a anfitriã Alemanha Ocidental, que van Basten ganhou um lugar na história da prova.

Mas o melhor estava guardado para a final, onde na segunda parte, já depois de Gullit ter colocado a Holanda na frente, Marco van Basten marcou o golo da sua vida, um monumento vivo ao futebol e decidiu a partida.

Quem viu aquele golo nunca esquece e estará para sempre agradecido a Marco van Basten, pelo prazer de ver um golo, que o próprio jura que não o voltava a marcar, nem que tivesse mais dez oportunidades...

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