2019-10-04

Flamengo em vantagem na Libertadores


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Flamengo
Estive a ver o Grémio x Flamengo, em mais uma meia-final da Taça Libertadores com uma atmosfera sensacional. Deu empate com golos e a vantagem é do Flamengo para a segunda mão no Maracanã. No entanto, tendo em conta a diferença enorme de rendimento entre as duas equipas, é um empate que sabe a pouco ao 'time' de Jorge Jesus. O Flamengo foi - é - muito mais equipa que os comandados do fanfarrão Renato Gaúcho.

Na primeira parte, assistiu-se a uma banhada, um completo amasso, do Flamengo em cima do Grémio, com um domínio avassalador, uma vantagem na posse de bola gigante, mais do dobro dos passes, sempre em zonas prometedoras, que se traduziu em várias oportunidades de golo, entre as quais dois golos anulados pelo VAR.

Na segunda parte, o Grémio cresceu e conseguiu dividir mais o jogo. O jogo tornou-se mais partido, com as equipas mais desorganizadas e as jogadas de perigo a sucederem-se nas duas balizas (Diego Alves em grande), que se saldou num golo para cada lado e mais um golo do Fla anulado pelo VAR. Na verdade, o Fla marcou quatro golos, mas só um contou. Até por isso o 1-1 é bastante ingrato, pois dois desses tentos foram anulados por foras-de-jogo milimétricos.

O Grémio, caracterizado por ser uma equipa de posse e domínio sobre o adversário, não conseguiu lidar com a muito melhor organização colectiva do Flamengo, especialmente nos primeiros 45 minutos. Conseguiu equilibrar no meio do caos, mas ao nível organizativo recebeu uma lição de uma equipa muito mais inteligente e capaz enquanto colectivo.

O Flamengo, disposto em teoria em 4-4-2, foi no seu ataque posicional que logrou os momentos de maior qualidade, numa espécie de 3-1-4-2. Início de construção a três com Arão no meio dos centrais Rodrigo Caio e Pablo Marí. Gerson (óptimo jogador) uns metros mais à frente a tentar dar apoios e fazer a ligação com os médios Everton Ribeiro e Arrascaeta, que se posicionavam em espaços interiores e muitas vezes entre-linhas (embora não houvesse muito espaço dado que o Grémio estava tão recuado na primeira parte, que a linha média encostou frequentemente na linha defensiva). Laterais Rafinha e Filipe Luís projectados, na linha dos médios ofensivos, muito activos a dar largura pelos corredores laterais. E Bruno Henrique e Gabigol na frente, em constantes movimentações, ora de apoio ora de ruptura, trocas posicionais mútuas e muita disponibilidade para tentar ferir o Grémio na finalização.

Foi um jogo intenso, muito interessante de seguir, onde ficou patente a maior qualidade colectiva do Flamengo enquanto o jogo não entrou na teoria do caos que se viu após o intervalo, altura em que ficou também evidente a força das individualidades gremistas, com destaque para Everton 'Cebolinha' e Luan. Se o jogo da volta correr dentro da normalidade, o Flamengo tem tudo para alcançar a final da Libertadores perante o seu público, 38 anos depois da sua última e única final/conquista.

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