2019-10-06

Convocatória de Portugal para o duplo confronto com Luxemburgo e Ucrânia


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É uma boa convocatória, das melhores que me lembro de ver em Fernando Santos. Não subscrevo todas as opções, há nomes que ficaram de fora que podiam ter sido chamados, mas no geral é uma lista que me parece ajustada ao momento.

Na baliza, trocaria Cláudio Ramos por Beto. O guarda-redes do Tondela é titular indiscutível há várias épocas e sempre com um rendimento elevado e consistente. Faria muito mais sentido que um guardião já com 37 anos e sem muito mais futuro na selecção nacional. Rui Patrício e José Sá não oferecem discussão.

Nas laterais defensivas, finalmente a já há muito merecida chamada de Ricardo Pereira, que tem sido dos melhores jogadores do Leicester, ao contrário de João Cancelo que se tem mantido no banco do Manchester City. Nélson Semedo continua com um rendimento intermitente no Barcelona, mas tem sido utilizado com muita frequência e o seu valor intrínseco justifica a sua presença. Raphael Guerreiro e Mário Rui parecem-me opções lógicas.

No centro da defesa, surpresa positiva para a convocação de Rúben Semedo, depois dos graves problemas extra-futebol em que se viu envolvido. É um central de grande potencial, pelo que estando a jogar e a render, como vem acontecendo no Olympiacos, é um jogador que faz todo o sentido. Rúben Dias sem discussão. José Fonte já tem 35 anos mas continua a render. Pepe já tem 36 anos e é chamado mais pelo estatuto que pelo rendimento, que não tem sido bom desde há alguns meses. Acho que Ferro, um central com muito futuro e um potencial tremendo, seria mais adequado, mas devo reconhecer que os seus desempenhos mais recentes têm vindo a decrescer de qualidade.

No meio-campo, quando são chamados os melhores, não há muito a dizer. Renato Sanches foi preterido e bem. André Horta pelo que tem jogado no Sp.Braga merece uma referência. Mas Danilo, Rúben Neves, William Carvalho, Bruno Fernandes, João Mário, João Moutinho e Pizzi são mesmo os melhores nesta altura.

Na frente, Diogo Jota, Gelson Martins, Ricardo Horta ou Gonçalo Paciência seriam também boas apostas, mas como só há 25 vagas e não cabem todos, estabelecendo o equilíbrio entre qualidade e momento dos jogadores, julgo que as escolhas do seleccionador foram acertadas.

O primeiro jogo diante do frágil Luxemburgo, que é uma equipa que não inspira grandes cuidados defensivos, mais a mais em casa, acho que é uma boa oportunidade para Fernando Santos deixar de lado o seu habitual conservadorismo e mostrar um pouco mais de arrojo. Uma equipa disposta em 4-1-3-2 seria uma boa solução. Patrício na baliza. Ricardo, Rúben Dias, Fonte e Guerreiro na defesa. Rúben Neves a 6. Bernardo pela direita, Bruno Fernandes ao meio e Bruma pela esquerda. Félix e Ronaldo na dupla de ataque.

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