2019-04-20

MESSI E RONALDO: AMAR OS DOIS, PELO JOGO!


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Chegará o dia em que Cristiano Ronaldo e Lionel Messi se vão aposentar do futebol profissional, deixando milhões de apaixonados órfãos da sua qualidade estratosférica e de uma rivalidade individual, quanto a mim, sem paralelo na História do Futebol Mundial. O legado que estes dois magos nos vão deixar será inigualável. Gasta-se tanto tempo a discutir coisas supérfluas, a criticar um para melhor se elogiar o outro, em vez de se apreciar os dois e agradecer a oportunidade de os poder ver, simultaneamente e em tempo real, tanto tempo no topo do planeta.

A História do Futebol já nos concedeu inúmeras lendas, muito distintas, mas que fazem parte das páginas mais brilhantes do jogo. Houve os génios avançados no tempo de Diego Maradona e Johan Cruyff. A liderança de Alfredo Di Stéfano no grande Real Madrid dos anos 50. O instinto goleador de Ferenc Puskás ou Gerd Muller. A classe a partir de trás de Franz Beckenbauer. Os portentosos atacantes Pelé e Eusébio. Os dribles estonteantes de Garrincha. A eficiência de Bobby Charlton. A genialidade desalinhada de George Best. A capacidade de criação arrebatadora de Zico ou Michel Platini. A técnica prodigiosa de Marco Van Basten. A elegância superior de Zinedine Zidane. O talento explosivo de Ronaldo, o Fenômeno. A fantasia habilidosa de Ronaldinho Gaúcho. A impressionante criatividade de Andrés Iniesta. A inteligência de Andrea Pirlo. A velocidade supersónica de Thierry Henry. E podia ir por aí fora... Mas ninguém conseguiu manter-se tanto tempo no topo, de forma ininterrupta, como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. São mais de 10 anos ao mais alto nível, sem quebras, sempre a catapultar as respectivas equipas para dezenas de títulos, sempre presentes nos nomeados para os prémios individuais, sempre a figurar nos onzes ideais de cada temporada, sempre acima dos demais jogadores. É verdadeiramente impressionante a longevidade destas duas lendas no topo do mundo.

São património do futebol. Assistimos todas as semanas a pedaços de história e nem nos apercebemos. Perdemo-nos em conversas estéreis acerca de trivialidades, e negligenciamos o profundo respeito que ambos nutrem um pelo outro, desperdiçamos a possibilidade de apreciar em tempo real dois monstros, dois extraterrestres, tão diferentes, mas tão idênticos na grandeza. Quando deixarem de jogar, pela minha parte nunca vou sentir remorsos, por ter gasto energias em maledicência, ao invés de os contemplar. Nunca senti necessidade de tentar rebaixar um, para elevar o outro. Consegui desfrutar dos dois na sua plenitude!

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